Bandcamp Friday: apoiar a música portuguesa

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Por: Vasco Completo • Imagem: Beatriz Passos


A iniciativa começada em Março, levada a cabo pela plataforma de música Bandcamp, volta hoje, dia 6 de Novembro, ao activo. Para apoiar os artistas, o site retira a sua comissão habitual de 15%, fazendo assim as compras reverter inteiramente para os artistas – ou as causas em que os mesmos escolhem investir, se for o caso.

Tem sido habitual desde que a pandemia se tornou uma preocupação global. A falta de apoios no meio cultural deu azo às Bandcamp Fridays – dado que grande parte do lucro/financiamento dos artistas se faz pelos concertos ao vivo, bloqueados agora pelo vírus – e o crescimento da plataforma tem sido alvo de estudo, de atenção e também (felizmente) de adesão por parte de músicos a nível internacional.

É muito difícil escolher entre tanta música, mas na intenção e no foco da Grua estão a inclusão e não o oposto. Como tal, apresentamos hoje uma longa selecção actualizada de artistas – na sua maioria portugueses – que têm dado cartas num longo e custoso 2020.

Aqui podem consultar se o período de Bandcamp Friday se encontra ainda a decorrer.

A (Travelling) Sound Place: uma viagem imaterial e multicultural em formato de concerto-instalação na Mouraria

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Por: Océane Monteiro • Imagem: Direitos Reservados


Uma viagem imaterial e impalpável através dos mais diferentes sons decorrentes da multiculturalidade. A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Projecto A-PLACE, apresentam-nos “A Sound Place”, “um concerto-instalação interdisciplinar criado a partir do imaginário multicultural dos sons da Mouraria e respectivas comunidades locais, mediados pela música contemporânea”, com o objetivo de promover uma paisagem sonora que não conhece fronteiras, uma partilha de emoções e memórias, “um sintoma da multiculturalidade de uma sociedade contemporânea em rápida transformação. Mudar a paisagem sonora pode transformar para sempre a experiência de um lugar.”

Este projeto conta ainda com a parceria da Classe de Composição da Escola Superior de Música de Lisboa, que colaborou na criação de obras originais sobre o conceito de “lugar” e todos os significados inerentes à palavra.

O A-PLACE é um projeto co-financiado pelo programa Europa Criativa (2019-2023), dedicado ao fortalecimento de ligações entre pessoas e lugares. Uma plataforma para a criação, debate e experimentação relativos à identidade, à sensação de pertença em diferentes ambientes sociais e fisícos, através de arte site-specific, projetos culturais, entre outros.

Este evento terá lugar no Centro de Inovação da Mouraria, na Rua dos Lagares, e contará ainda com a transmissão simultânea através do Youtube do espaço Lisboa Incomum, dia 31 de Outubro das 17h às 18h, aqui.

Ilustrações: VOA – Kids Magazine / Horizonte

Carolina Celas ilustra a idealização dos dias perfeitos na Ó! Galeria

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Por: Beatriz Passos • Imagem: Direitos Reservados


Carolina Celas leva à Ó! Galeria a exposição “Another Random Day” na qual quer mostrar-nos “relatos e fragmentos de um caderno de viagem que idealizam o dia perfeito” através da ilustração. A inauguração tem hora marcada para as 15h do dia 31 de Outubro no número 61 da célebre Rua Miguel Bombarda, no Porto, cumprindo todas as normas aconselhadas pela DGS.

Licenciada em Design pela Universidade de Aveiro, Carolina Celas completou um mestrado em Comunicação Visual pelo Royal College of Art em 2015. O foco da artista na ilustração a nível académico dá-se na pós-graduação, realizada na Eina Barcelona, e é uma vertente que a acompanha até aos dias de hoje, trabalhando como freelancer tanto em território nacional como internacional. Dedicando uma especial atenção aos detalhes, Carolina descreve o seu trabalho como a matéria idealizada entre a ficção e a realidade, tendo em mente a relação entre o leitor e a componente gráfica do livro.

Em forma de convite, e de maneira a desvendar o ponto de partida de “Another Random Day”, a ilustradora deixa-nos um poema que também dá início ao nosso caminho casa/galeria.


“Se nada é maior
Do que o gosto de te ver,
Não são precisas palavras.
Concentra-te apenas nisto,
E apenas nisto…”

Isumi Shikibu (O Japão no Feminino, Tanka séculos IX a XI , Assírio & Alvim)

Ilustrações: VOA – Kids Magazine / Horizonte

Festival Singular esbate os contornos da categorização artística com 1ª edição

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Por: Beatriz Passos • Imagem: Direitos Reservados


No último trimestre do conturbado ano de 2020 nasce o Festival Singular, criação da Terceira Pessoa, que pretende desenvolver “formas de relação através do lugar e das artes.” Tendo como casa a Fábrica da Criatividade em Castelo Branco, a provocação e o questionamento tornam-se centrais nos objectivos desta estrutura, bem como as dinâmicas que levam a programação cultural para fora das grandes metrópoles, lutando assim contra a centralização da cultura.

A Terceira Pessoa é Ana Gil e Nuno Leão, mas também somos nós enquanto público. É um projecto que explora a criação artística em todas as suas vertentes definindo-se assim pluridisciplinar, não só abrangendo a arte, como também a filosofia e a ciência.

O Festival Singular tem início no dia 19 de Outubro com a residência artística de João Dias, integrada numa programação rica e transversal prometendo-nos “desenvolver objectos experimentais que escapam a qualquer tentativa de categorização imediata”, como referido na RACAB FM – Rádio Castelo Branco. A restante programação fica a cargo de Os Espacialistas, Sara Vaz e Marco Balesteros, Sonoscopia e dos colectivos LAMA – Laboratório de Artes e Média do Algarve e Um Coletivo. Para além da apresentação das criações artísticas, será realizado um workshop de dramaturgia denominado de en·sai·o com Ricardo B. Marques, no qual será treinado o olhar.

A entrada neste ciclo de criação artística não tem um valor máximo definido, sendo que o público pode dar o donativo no montante que desejar, com o mínimo de 5€. Ainda como ajuda à produção do festival, e todos os custos associados, a Terceira Pessoa criou uma chamada de apoio através de um donativo de 30€ que dará acesso a todas as actividades do Festival Singular. O valor pode ser doado através de transferência bancária ou MBway, aqui.

Para reserva de entradas: terceirapessoa2012@gmail.com

+ info aqui

Nuno Leão e Ana Gil. Imagem: Direitos Reservados

Drink&Draw na Valsa para uma noite de desenho e vinho

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Por: Océane Monteiro • Imagem: Direitos Reservados


Sob o pensamento cada vez menos tabu de que qualquer pessoa pode desenhar e aprender — seja em forma de terapia, em forma de arte ou ambos — o projeto Drink&Draw apresenta-nos mais uma sessão de desenho vivo num ambiente descontraído, com a companhia do vinho e do lápis. Desta vez, a inspiração surgirá no espaço cultural Valsa, na Penha de França, entre as 19h e as 21h do dia 20 de Outubro.

A Associação Cultural Valsa, fundada por Marina Oliveira e Mariana Serafim em 2018, é um projeto extremamente versátil – um bar, uma loja de discos, um café, um salão de festas, uma livraria, um Espaço Cultural.

A esta, junta-se o Drink&Draw, um projeto com o intuito de criar uma atmosfera de festa casual e serena, acompanhada de bebidas, no qual o objetivo está em soltar o artista interior em cada um dos participantes para que possam voltar a casa com um desenho da sua autoria.

Esta sessão tem o custo de 18€ (lotação limitada), no qual está já incluído o material de desenho, uma máscara, um modelo e ainda duas bebidas. De modo a tornar o evento seguro para todos neste contexto de pandemia, serão implementadas medidas de higiene e segurança extras. Poderás inscrever-te aqui.

Imagem: Drink&Draw

Circuito: #aovivooumorto, uma manifestação pela programação musical nocturna

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Por: Vasco Completo • Imagem: Circuito



A música ao vivo em Portugal sofreu especialmente pela falta de apoios no decorrer de um ano de 2020 ímpar. Circuito nasce assim, da necessidade da defesa e manutenção dos direitos e condições dos espaços nocturnos que, de Norte a Sul do país, se vêem cada vez mais prejudicados e até obrigados a fechar, em alguns casos.

Circuito é uma nova associação que alia 27 salas e clubes de programação de música, e levanta a voz quando é mais necessário, numa manifestação entre Lisboa e Porto, Évora e Viseu, com o slogan #aovivooumorto. Em vista estão novas soluções para a legislação da programação cultural e também apoios para este sector, no qual artistas, técnicos e trabalhadores das várias casas se encontram sem uma rede que de segurança. Mas juntos, gritamos mais alto.

Deste modo, a manifestação de Circuito dar-se-á no próximo sábado, dia 17 de Outubro, pelas 15h, à entrada do Lux Frágil (Lisboa), do Maus Hábitos (Porto), do Carmo 81 (Viseu) e da Sociedade Harmonia Eborense (Évora), respeitando todas as normas da DGS.

Apresentando ainda um conjunto de medidas para a melhoria das condições da cultura nocturna e artística no país, Circuito responde ainda a uma série de questões pertinentes extremamente bem fundamentadas – que podem ser consultadas aqui.

Weathervane Records lança a quarta compilação da editora

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Por: Grua • Capa: Malgorzata Stryjek



Nasceu, durante o mês de Abril, como uma junção entre vários artistas da música experimental electrónica portuguesa, apelando à união num período muito difícil para a cultura. A Weathervane Records, desde Maio lançou vários trabalhos no seu Bandcamp, e regressa agora com Ghosts Don’t Sail These Shores, uma compilação que volta a focar-se na música ambient.

Estado de Emergência, o primeiro trabalho de Weathervane, deu o mote para o continuado trabalho da editora – que também funciona como programa na Threads Radio – e juntou ao princípio 20 artistas portugueses, que iam do ambient às caves mais vertiginosas voltadas para a pista de dança. Tomás Frazer, musicalmente conhecido como Oströl, tem sido o curador por trás destes trabalhos e, nesse aspecto, Ghosts Don’t Sail These Shores não é excepção.

Esta compilação volta a trazer a música mais contemplativa e sossegada do ambient, depois das edições de ​.​.​. Returning Whence Their Darkened Spirits Came e de Slipped Through the Closed Door, nas quais o foco era a mais explosiva e extrovertida música de dança. Além disso, esta 4ª edição traz também músicos além-fronteiras, com participações da Polónia, do Reino Unido, dos Estados Unidos da América e do Japão, e conta com participações do próprio Oströl, dos repetentes Vasco Completo, Moreno Ácido e UNITEDSTATESOF, e os estreantes Sann Gusmão, Kaiwa, Veabis and Tubbhead, The Artificial Pine, Augen, Neglect e Digital=Divine.

Ghosts Don’t Sail These Shores está disponível no Bandcamp desde 29 de Novembro, com uma excelente capa da autoria de Malgorzata Stryjek, e pode ser adquirida digitalmente.

Um Pinhão e Gooze mostram-nos um universo IM.PAL.PÁ.VEL no Porto

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Por: Beatriz Passos • Imagem: Direitos Reservados



A Temporada, espaço de co-work no Porto, recebe este sábado (3/10) às 15h os trabalhos de Um Pinhão e Gooze numa exposição que pretende contar-nos a história de um novo mundo e a sua construção.

Este processo resulta em “IM.PAL.PÁ.VEL”, uma exposição que nos mostrará “o culminar de duas realidades, influenciadas pelos tempos vividos, que procuram o autoconhecimento e que exploram emoções relacionadas com a ansiedade, a depressão, a procrastinação e o vazio.”

Estes dois artistas, que trabalham a ilustração e a street art, trazem-nos as já conhecidas miragens desenhadas com canetas POSCA. Os cenários e personagens surrealistas estão sempre presentes no imaginário de Um Pinhão e Gooze, unindo assim dois mundos que co-existem mas também se interligam.

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Decidimos puxar um fio deste universo tão particular e impalpável, trazendo assim um pouco dele para a Etérea, e lançámos a questão: o que significam para ti estes trabalhos e esta exposição?

Um Pinhão: A ideia para a exposição surge através do convite da rádio Apalavrado. Tínhamos já algumas ideias pensadas para expor trabalho e desta forma juntou-se o útil ao agradável. Pessoalmente, considero ser uma oportunidade incrível, sendo esta a primeira exposição fora da minha cidade mãe, Lisboa. A parceria com o Miguel (Gooze) não é de agora, e temos vários pontos em que o nosso trabalho se conecta. São estilos diferentes mas que de alguma maneira se conseguem misturar para criar algo único. Desde o conceito à execução acho que esta exposição traz uma exploração mais aprofundada do meu próprio estilo.

Gooze: Este projecto teve como ponto de partida o convite realizado pelo espaço de co-work Temporada e a rádio online Apalavrado, dando assim oportunidade a ideias que já há muito eram discutidas, mas que ainda não tinham tido luz para ganhar protagonismo. Ideias essas que reflectem muito a personalidade de cada um de nós, sendo elas relacionadas com sentimentos, emoções, medos e especialmente as realidades nas quais nos inserimos. Abordamos temáticas como a ansiedade, a depressão, a inércia e a procrastinação, através de formas e cenários abstratos e surrealistas, sendo estas um reflexo das repercussões do confinamento e da pandemia. Considero este um dos projectos mais íntimos que já desenvolvi, pois fala sobre grande parte dos meus medos e defeitos. Esta exposição é uma completa viagem de autoconhecimento e introspeção.

Sejam bem-vindos ao nosso subconsciente.

DOCUMENTÁRIO “PEOPLE” – PETITES PLANÈTES EM PORTUGAL X CANAL 180

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Texto: Océane Monteiro • Imagem: Vincent Moon

O projeto Petites Planètes está de volta a Portugal, depois de uma série de três filmes ao vivo em 2019. Desta vez oferece-nos uma experiência documentária, “People”, em parceria com o Canal 180. Expõe o significado de ser artista, a exploração deste significado e a sua relação com a sociedade num contexto de crise mundial.

No decorrer de uma semana em Berlim, 200 artistas de todo o mundo foram convidados a criar música colaborativamente e, sem expectativas, construíram uma experiência performativa única em “vários espaços dos lendários estúdios Funkhaus”. O documentário conta a história deste ritual, reconstruindo-o.

Petites Planètes é um projeto composto por filmes, performances cinemáticas, instalações imersivas e trabalhos fotográficos. Uma produtora independente criada por dois artistas franceses, Priscilla Telmon e Vincent Moon, com o objetivo de explorar os limites entre o cinema, a música e outros formatos artísticos modernos.

Com uma perspetiva bastante similar anexa-se como parceiro o Canal 180, um canal inteiramente dedicado à cultura, às artes e à criatividade. Seguidores de uma agenda artística em constante mudança, entregam-nos conteúdo criativo criado por uma nova geração de artistas.

O público pode assistir a este documentário já este domingo (27/09) na Casa das Artes do Porto; no dia 28/09 no Auditório Soror Mariana, em Évora, e ainda no dia 29/09 no espaço DAMAS em Lisboa, sendo que este último terá a entrada limitada a 25 pessoas mediante inscrição por e-mail.

Coletivo Tarimba e Estação Sul e Sueste ocupam Á-Quatro no Barreiro

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Texto: Vasco Completo / Perguntas: Beatriz Passos • Imagem: Direitos Reservados



“Quantos A4 cabem no Á-Quatro?”, a exposição final com os seleccionados da open call do Coletivo Tarimba e da Estação Sul e Sueste, inaugura no próximo sábado, dia 26 de Setembro pelas 15h. A raíz do conceito nasce de um foco especial no processo criativo dos artistas, interligando a imagem da (por vezes assustadora) folha em branco com o imaginário arquitectónico da produção do formato em que a usamos, o A4.

Historicamente, como nos conta o Coletivo Tarimba em conversa via e-mail, foi na Companhia União Fabril “que foi testado e produzido o formato A4 em Portugal”. Explicam-nos ainda que “passados anos, o A4 é padrão universal, está integrado no dia-a-dia, seja num contexto de lazer, trabalho, educacional”. É dessa reflexão sobre a importância deste formato padronizado que, em conjunto com a Estação Sul e Sueste – a plataforma multidisciplinar de pensamento e reflexão sobre o território e paisagem do Barreiro –, decidem ocupar o Á-Quatro, em parceria com a Baía do Tejo e a Câmara Municipal do Barreiro.

No mesmo dia inauguram mais exposições inseridas no mesmo complexo. São elas a exposição de PADA, na Fábrica de Tintas, intitulada “O que não temos podemos criar” ; estúdios abertos do Colectivo SPA; Joana de Conceição & Tropa Macaca no Á-Quatro.

Conversámos com o Coletivo Tarimba para saber mais sobre “Quantos A4 cabem no Á-Quatro?”. Para mais informações, podem consultar o evento aqui.

Quais as ideias base que levaram à criação deste evento? 
A ideia base do projeto surge da possibilidade de ocupar este espaço na antiga CUF, mais especificamente, o Á-Quatro. É um edifício, e é simultaneamente a sala de projetos da extinta Companhia União Fabril. Foi neste espaço que foi testado e produzido o formato A4 em Portugal. Passados anos o A4 é padrão universal, está integrado no dia-a-dia, seja num contexto de lazer, trabalho, educacional, é um elemento constante. Ao ocuparmos este espaço apercebemo-nos o quão central é uma folha A4 no nosso funcionamento, essa centralidade é ainda mais aparente no campo das artes, neste caso artes plásticas e arquitectura. É uma ferramenta mas ao mesmo tempo é uma folha em branco – o ponto de partida do processo criativo. 
Esta exposição surgiu desta ligação com a história do edifício e com a realização da importância do formato para a criação artística. 

Como se deu a parceria com a Estação Sul e Sueste e em que consiste? E como se interliga todo o conceito da exposição com o edifício da Companhia União Fabril?
A parceria entre a Estação Sul e Sueste e a Tarimba surgiu de uma forma bastante orgânica. Através do nosso trabalho ficámos a conhecer a Paula Simão, e tínhamos a mesma vontade de fazer. Sorte nossa, a Sul a Sueste tem uma forte presença no Barreiro, e através do trabalho que têm vindo a desenvolver conseguiram este espaço, a Paula como nos conhecia fez a ponte entre os dois coletivos e a partir daí fomos construindo.                             
A ligação com a CUF deve-se à Estação Sul e Sueste (ESS), um dos objetivos deles é dar a conhecer e enriquecer a cena artística na região do Barreiro, aliado a isso, o Frederico Vicente da ESS é arquiteto e conhece bem a história e a importância do edifício. 
Desta parceria surgirá a curadoria de mais de 80 obras. 

Em que consistiu a selecção das candidaturas resultante do open call? 
Relativamente à seleção das peças da Open Call, um dos principais critérios foi o respeito dos limites do tamanho A4, e depois a criatividade da proposta. Não impusemos nenhum critério a não ser o da peça ter na sua totalidade o tamanho A4. 
Em conjunto selecionámos as peças que respeitaram esse critério e que nos impressionaram pela sua criatividade. Temos também que referir que as peças que vão estar na exposição são uma combinação de peças da Open Call e de artistas e arquitectos que tanto nós, como a Sul e Sueste, convidámos a participarem. 
Para além destas peças, que a maior parte estarão para venda, a Tarimba trouxe 4 artistas para ocuparem 4 salas.  É uma exposição muito diversa que apresenta uma miríade de formas de pensar o processo criativo e tem o seu início na folha em branco, é uma exposição que celebra a criatividade. Para além disso, é uma oportunidade de visitar parte do Áquatro, ao mesmo tempo que é palco expositivo para um dinâmico espólio de materializações criativas, de ambições, ideias, aspirações.